segunda-feira, 23 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
DOSSIER "PROTEÇÃO CIVIL"
A prevenção é o meio mais
eficaz de proteção. O flagelo dos incêndios no verão, os estragos e acidentes
causados pelos temporais no inverno deverão ser alvo de medidas de proteção de
modo a atenuar os seus efeitos, proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo
quando estas situações acontecem.
O nosso concelho está
“desenhado” numa zona de monte e floresta, que temos de preservar e valorizar.
Noutros tempos, a dependência da pequena agricultura de subsistência e do gado
exigia uma manutenção contínua dos caminhos e carreiros, das enxurreiras,
levadas, rios e riachos e uma gestão cuidada das pastagens, matos e floresta,
nas bouças e montes. Nas últimas décadas, o abandono da serra e da agricultura
trouxe, para além de alterações profundas nalguns aspetos da paisagem,
incêndios, arrastamento de terras e estradas, destruição de caminhos agrícolas
e florestais.
O elevado valor natural e
edificado do município carece de estudos e tomada
de medidas de modos adequados de proteção dos edifícios em geral, de monumentos
e de outros bens culturais, das infra -estruturas, de instalações de serviços
essenciais, bem como do ambiente e dos recursos naturais existentes no
município.
Medidas
propostas:
·
Criar um gabinete técnico de proteção civil
que, em cooperação com o gabinete técnico florestal, coordene todos os meios e faça
a gestão de recursos;
·
Elaborar um plano municipal de defesa da
floresta contra incêndios e criar mecanismos facilitadores para a sua execução;
·
Estudar a profissionalização de um corpo
ativo de bombeiros;
·
Providenciar estacionamento de helicópteros,
nos meses de verão para ações de intervenção rápida de combate a incêndios e de
resgate;
·
Elaborar um plano municipal de manutenção de
pontes, aquedutos e valetas, em estradas municipais, florestais e agrícolas;
·
Colocar guardas de proteção e sinalização
adequada em troços perigosos de estradas secundárias (municipais e florestais);
·
Alargar a rede de marcos de incendio
·
Criar rede georreferenciada de pontos de
água para combate a incêndios (bocas de incêndio, barragens, pequenos diques,
poças, piscinas, etc.);
·
Implementar a silvicultura preventiva;
· Promover ações de sensibilização junto do
Pré-Escolar e Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho, subordinadas
aos temas Incêndios Florestais e Sismos, medidas de prevenção e autoproteção;
·
Consolidar o trabalho de parcerias entre as
várias entidades no âmbito da proteção civil;
·
Apoiar a reposição da normalidade da vida
das pessoas nas áreas do município afetadas por acidente grave ou catástrofe;
· Informação e formação das populações do
município, visando a sua sensibilização em matéria de autoproteção e de
colaboração com as autoridades (estabelecer parcerias com as juntas de
freguesia);
·
Melhorar vigilância policial e criar sistemas
de segurança pública, previstas por lei, em pontos críticos do concelho.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
DOSSIER "CULTURA"
A cultura, no seu sentido
holístico e antropológico, designa o conhecimento, os costumes, o saber-fazer,
a arte, as crenças... de um povo. A nossa terra tem um património cultural (material
e imaterial) invejável que merece a devida expressão e valorização.
A globalização é, infelizmente, uma
realidade instalada na nossa sociedade e a homogeneização cultural daí decorrente
pode conduzir ao apagamento progressivo das identidades locais. Portanto, hoje
mais do que nunca, cabe-nos defender e valorizar o nosso património cultural,
rico em quantidade e diversidade, porque aí reside o pilar do desenvolvimento
sustentado.
Medidas propostas:
- Elaborar
um plano municipal para defesa e valorização do património;
- Inventariar
e classificar o património cultural (material e imaterial) e o património
arquitetónico do concelho;
- Elaborar
uma agenda cultural concelhia, concertada e negociada com as associações e
grupos locais;
- Apoiar
atividades de associações e outras coletividades (bandas musicais, ranchos
folclóricos, grupos de teatro, grupos corais, etc.);
- Elaborar
planos de salvaguarda de aglomerados culturais de interesse;
- Criar
roteiros do património e sua sinalização;
- Projetar
o espaço “Museu da Água”, associado ao Rio Homem, a fim de ilustrar e
valorizar a importância do rio nas tradições locais e no património
etnográfico do concelho;
- Transformar
o “Centro Cultural de Terras de Bouro” numa Casa da Cultura, ou seja, num espaço
multidisciplinar, onde estariam inseridos espaços para eventos culturais, uma
biblioteca/centro de recursos, etc.;
- Elaborar
um Plano Integrado de Dinamização dos Museus do Concelho;
- Dinamizar
um Festival de Folclore, culturas e tradições;
- Dinamizar
um Festival de Filmes de Montanha e, conjuntamente, uma exposição/concurso
de fotos de montanha;
- Dinamizar
uma Feira Romana, na sede do concelho, a coincidir com o dia do município;
- Dinamizar
a Festa do “caldo no pote”, anualmente, na altura do São Martinho. Este
evento envolverá todas as freguesias.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
DOSSIER "SAÚDE"
O Estado deve assegurar o
direito à proteção da saúde, através do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Compete ao município “monitorizar” esta obrigação do Estado e garantir, em
cooperação com o SNS, um serviço adequado às necessidades dos utentes.
Neste âmbito, aquilo de que
dispomos hoje no nosso concelho é claramente deficitário, em termos de:
Infraestruturas:
- Centro
de Saúde (CS) de Terras de Bouro – condições precárias, há 2 anos em obras
de remodelação, atualmente paradas;
- CS
Rio Caldo – espaço exíguo e a carecer de algumas obras;
Médicos:
- 2
médicos de família com a
especialidade de Medicina Geral e Familiar (do quadro);
- 1
médico sem especialidade (contratado até final do ano);
Enfermeiros:
- 5
enfermeiras, na Unidade de Cuidados de Saúde;
- 5 enfermeiras, na Unidade de
Cuidados na Comunidade;
Na situação atual, pelo
menos 50% dos utentes do SNS de Terras de Bouro não tem médico de família.
Necessidades:
- Abertura
urgente das instalações remodeladas do CS de Terras de Bouro;
- Pequenas
obras de remodelação no CS de Rio Caldo;
- 5
médicos de família com especialidade (do quadro) para dar resposta a todos
os utentes;
- Adequar
os serviços de enfermagem, com reforço da equipe na Unidade de Cuidados de
Saúde, no CS Terras de Bouro e no CS Rio Caldo;
- Unidade
móvel de saúde, para apoio domiciliário a população com necessidades
especiais;
Os
Idosos e pessoas com necessidades especiais
As alterações demográficas
do último século, que se traduziram na modificação e, por vezes, inversão das
pirâmides etárias, refletindo o envelhecimento da população, vieram colocar aos
governos, às famílias e à sociedade em geral, desafios para os quais não
estavam preparados.
Envelhecer com saúde,
autonomia e independência constitui, hoje, um desafio à responsabilidade
(individual e coletiva), da qual o poder autárquico não pode alhear-se.
Propomo-nos, em estreita
colaboração com outras entidades competentes, a:
1.
Prestar apoio médico aos lares e centros de
dia;
2. Fazer o levantamento dos principais
problemas de saúde e respetivas causas, numa perspetiva de medicina preventiva;
3. Identificar, apoiar e/ou encaminhar para as
entidades competentes casos de pessoas idosas em situação económico-social
desfavorecida e com problemas de saúde (doenças crónicas, invalidez,
deficiência, ausência de cuidados básicos de saúde, risco de isolamento,
desajustamento social ou familiar…);
4.
Adequar
os cuidados às necessidades das pessoas idosas:
·
Programar,
organizar e prestar cuidados ao domicílio (unidade móvel de saúde),
·
Produzir
e difundir materiais pela população em geral e grupos vulneráveis,
·
Melhorar
a informação e sensibilização para questões relacionadas com a saúde e seus
determinantes,
·
Garantir
condições de acesso à informação no domicílio, para que os indivíduos sejam
capazes de obter, interpretar, perceber e executar serviços básicos;
5.
Promover
o envelhecimento ativo (saúde física, mental e bem-estar psicológico), através
de ações orientadas para:
·
Atividade
física adequada e regular (acompanhada por profissionais de educação física,
fisioterapeutas, massagistas, etc.),
·
Acompanhamento
psicológico,
·
Formação
sobre nutrição, hidratação, alimentação e eliminação (nutricionista),
·
Informação
sobre as doenças (diabetes, cardiovasculares, etc.),
·
Identificação
e eliminação de barreiras arquitetónicas,
·
Disponibilização
de infraestruturas, serviços e bens essenciais (construção/melhoramento de
acessos, apoio ao domicílio, rede móvel integrada, etc.);
6.
Organizar,
coordenar e desenvolver atividades de animação sociocultural, para prevenir
situações de isolamento social (saberes e mitos, artesanato, culinária, rendas,
costura, pintura…);
7.
Desenvolver
projetos de voluntariado.
sábado, 7 de setembro de 2013
DOSSIER "EDUCAÇÃO"
Educação. Formação. Investigação.
Fazemos uma aposta inequívoca na valorização das
pessoas numa perspetiva de aprendizagem e educação ao longo da vida, como exige
a estruturação de uma cidadania com valores, inovadora, livre e democrata.
Conscientes da situação económica e social do nosso
concelho e do país, procuraremos, também nesta área, racionalizar recursos,
trabalhando em parceria com entidades públicas e privadas, cabendo
essencialmente à autarquia a criação de condições para que os nossos jovens, adultos
e seniores possam usufruir de um sistema de qualificação e ensino de qualidade
que desenvolva capacidades, promova oportunidades e valorize o mérito.
Medidas propostas:
· Colaborar com o Agrupamento de
Escolas de Terras de Bouro (EB 2,3/S Padre Martins Capela e EB2,3/S de Rio
Caldo) no sentido de aproximar os currículos nacionais ao contexto do nosso
concelho e às necessidades dos nossos alunos (privilegiando áreas como o
Turismo, a Hotelaria, a Cozinha, o Artesanato, Agropecuária, etc.),
designadamente através da implementação de:
o
Cursos vocacionais no ensino básico;
o
Cursos profissionais [no ensino
secundário] vocacionados para a qualificação profissional dos alunos e a sua
inserção no mundo do trabalho;
o
Cursos de Educação Formação (CEF);
·
Criar, em parceria com o Agrupamento
de Escolas de Terras de Bouro, associações culturais e empresariais locais
e regionais, um centro de formação e apoio à inserção no mundo do trabalho,
privilegiando as áreas das línguas, as Tecnologias de Informação e Comunicação,
o apoio à criação de pequenas empresas e desenvolvimento de projetos, a
transmissão de “saberes e fazeres” tradicionais da cultura local;
·
Promover, através de parcerias com
academias e escolas existentes na região, a implementação de uma escola de
expressões artísticas (música, pintura, escultura, dança… onde seja possível as
crianças e os jovens frequentarem o ensino articulado de música);
· Melhorar a resposta no âmbito das
atividades extracurriculares (apoio ao estudo, terapia da fala, desportos
náuticos e desportos de montanha);
·
Redefinir a política de apoios da
ação social escolar;
·
Promover a criação de uma
Universidade Sénior/ Escola Sénior;
·
Requalificar “antigas” escolas do
primeiro ciclo em centros culturais-comunitários;
·
Apoiar e estimular projetos de
investigação relacionados com o nosso concelho de universidades portuguesas e
estrangeiras;
·
Apoiar e estimular o acréscimo de
uma dimensão europeia e internacional em projetos escolares e culturais numa
perspetiva intercultural;
·
Regulamentar prémios de mérito para
estudantes do ensino básico, secundário e superior;
·
Assegurar serviço público de
transporte, de e para Braga, por forma a garantir que os estudantes possam
deslocar-se todos os dias.
sábado, 31 de agosto de 2013
DOSSIER "RIOS"
O nosso concelho é
conhecido pelos seus dois principais vales: o vale do Rio Homem, de um lado, e
o vale do Rio Cávado, do outro. Os dois são notáveis pelos seus recursos, pelo
seu património e pelas suas paisagens que em muito contribuem para enaltecer a
beleza da nossa terra.
A Albufeira da Caniçada é a parte mais assinalável do Rio
Cávado, por motivos sobejamente conhecidos. Não menos importante é o Rio Gerês,
que, no seu percurso de Leonte até à albufeira, nos presenteia com magníficas
lagoas de acesso difícil e, por consequência, subaproveitadas.
O Rio Homem dispõe de uma barragem e respetiva albufeira
que divide o vale em duas partes distintas e com graus de proteção claramente
diferentes: a zona de Parque Nacional, com um ordenamento específico e
especialmente penalizador em termos de uso e fruição, situada a montante de
Vilarinho, e o Rio, igualmente espetacular, pleno de património natural e
sobretudo construído (desde os socalcos, os moinhos, os lagares de azeite, as
pontes de arame, as barcas, etc.), a jusante.
É preciso valorizar,
preservar, divulgar e tornar acessível todo este património. Por outro lado,
este rio pode suportar uma ou duas praias fluviais, passeios pedonais e
ciclovias, uma pequena “barragem” para dar mais vida à sede do concelho, etc.
O vale do Cávado /
Gerês
A Albufeira da Caniçada é a parte mais assinalável do Rio
Cávado, por motivos sobejamente conhecidos. Não menos importante é o Rio Gerês,
que, no seu percurso de Leonte até à albufeira, nos presenteia com magníficas
lagoas de acesso difícil e, por consequência, subaproveitadas.
É preciso tornar este Rio mais apelativo, criando e
melhorando acessos às piscinas naturais (dentro e nas proximidades da Vila do
Gerês) para que a sua utilização possa concretizar-se com segurança e conforto.
Ainda dentro do perímetro da freguesia de Vilar da Veiga, o
Rio Arado deverá ser objeto de intervenção, sobretudo no que diz respeito aos
acessos e à segurança das pessoas.
As nossas propostas:
- Proceder ao levantamento
das fontes poluidoras ao longo dos cursos de água;
- Construir e/ou otimizar o
do funcionamento das ETAR’s existentes;
- Limpar e desobstruir os
leitos;
- Criar corredores de
acesso a lugares estratégicos;
- Criar uma rede de
ciclovias (interfreguesias) e circuitos pedonais, junto dos cursos de
água;
- Criar zonas de
estacionamento;
- Criar espaço multiusos na
zona ribeirinha do Gerês – “Campo do João da Ponte”;
- Criar praias fluviais (com
infraestruturas sanitárias, zonas de fogo, zonas de jogos e parques de
merenda), tanto no Rio Homem como na Albufeira da Caniçada;
- Construir pequenos “açudes
balneares” no Rio Gerês;
- Dotar a parte inferior do
Rio Arado de acessos alternativos e seguros, com sinalização dos locais
perigosos;
- Ponderar a construção de
uma pequena barragem no Rio Homem (Moimenta/Gondoriz), após competente
avaliação dos impactos ambientais;
- Fazer
do Rio Homem um rio atrativo para a prática canoagem, em parceria com os
municípios de Amares e Vila Verde;
- Retomar e alterar o
projeto para o Ribeiro de Gordairas;
- Promover a valorização
ambiental do Ribeiro das Devesas;
- Promover a valorização
ambiental do Rio Rodes, envolvendo a “Água do Fastio”;
- Preservar e valorizar o património etnográfico e arquitetónico (moinhos, lagares de azeite, azenhas, pontes de arame e barcas).
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
DOSSIER "PNPG"
O PNPG é parte do
nosso território, de forma que, só por isso, não podemos ignorá-lo.
Continuamos a
viver, ao fim de 42 anos, com a amargura da subjugação do Estado.
Um processo mal
conduzido em Maio de 1971 e que nunca se quis “arranjar” fez daquilo que
deveria ser âncora para um desenvolvimento imediato e sustentável uma barreira
às legítimas expetativas dos proprietários e residentes.
Importaria fazer um
balanço “do antes e do após 1971”, para evitarmos os mesmos erros no
futuro e uma “2.ª Assembleia dos Povos do Parque” seria o espaço certo para
colocarmos, em definitivo, a politica pública ao serviço do território e do
seus habitantes, de forma a podermos atingir os objetivos a que se propôs o
Estado em 1971.
Estamos apostados
em fazer uso das competências da autarquia, nas mais diversas matérias, para
obrigar o Estado a garantir a promoção do desenvolvimento sustentado do
território, em estreita cooperação com as suas gentes.
Cremos que os
residentes e proprietários do território estão preparados para assumir o seu
papel de intervenção responsável, no sentido da sua valorização, de modo a
poderem viver melhor no único parque nacional do país.
Estamos dispostos
a:
- Demonstrar a importância e lutar pela deslocação dos serviços centrais do PNPG para o território;
- Trabalhar na preparação de um “plano estratégico” para o PNPG que servirá de suporte a um ordenamento sério, no futuro e para facilitar a aplicação de medidas corretivas a algumas restrições do ordenamento atual;
- Elaborar o plano municipal de defesa da floresta contra incêndios em cooperação com o ICNF e órgãos de gestão dos montes e baldios;
- A cooperar com o ICNF para que se iniciem os processos previstos para as “Áreas de intervenção específica para a visitação e comunicação” e para a “Área de intervenção específica de Manchas de Espécies Invasoras Lenhosas”, previstas no PO;
- Reivindicar e ajudar a criar um regime de benefícios/contrapartidas (fiscais ou não) para as pessoas que vivem e têm a sua atividade dentro do território;
- Exigir, com base num plano integrado, a requalificação de todo o património construído (casas florestais, cavalariças, chalés, viveiros, …)
- Exigir a elaboração de um plano de intervenção/manutenção para todas as estradas e caminhos florestais existentes;
- Exigir compromisso de pagamento imediato dos prejuízos causados pela fauna selvagem (lobo, javali, texugo, etc.);
sábado, 17 de agosto de 2013
DOSSIER "BARRAGENS"
| Caniçada |
| Vilarinho das Furnas |
No concelho de Terras de
Bouro, existem dois lagos artificiais cujas potencialidades vão muito para além
das suas finalidades primárias (produção de energia, rega e abastecimento
público): a Albufeira da Caniçada e a Albufeira de Vilarinho da Furna.
Uma e outra são seguramente
mais (re)conhecidas pelo seu valor turístico do que pela quantidade de energia
que produzem; por isso temos que olhar para estas realidades como dois fatores
de equilíbrio entre a elevada procura destas áreas e a conservação do
património ambiental, com vista à definição de um modelo de desenvolvimento
sustentável para o território (in POAC).
Na perspetiva enunciada, o
desenvolvimento de atividades que não colidam com as finalidades primárias das
albufeiras é desejável e necessário para o bem-estar das populações e para o
desenvolvimento da economia local.
Importa fazer uma reflexão
aturada, com as entidades competentes, de modo a corrigir aquilo que de mal se
fez na Albufeira da Caniçada e, com esta aprendizagem, procurar traçar um Plano
de Ordenamento para a Albufeira de Vilarinho (POAV) que cative e satisfaça a
vontade das pessoas, não descurando a componente ambiental.
Assim, algumas das
propostas imediatas são:
- Estabelecer
parcerias/protocolos de cooperação entre a autarquia e a EDP;
- Propor
alterações ao POAC, nomeadamente sobre:
- A criação
de uma zona de navegação interdita a todo o tipo de embarcações
motorizadas, a parte da albufeira situada a montante da ponte que liga as
freguesias de Rio Caldo e Vilar da Veiga, com as seguintes exceções:
- Navegação
das duas embarcações marítimo-turísticas já existentes, apenas pelo
centro da albufeira, em dias em que não haja provas ou treinos
“oficiais” de qualquer outro desporto aquático não motorizado (remo,
vela, natação…),
- Navegação
de embarcações motorizadas de apoio a atividades de treino ou provas de
qualquer outro desporto aquático não motorizado (remo, vela, natação…),
- Deslocação
das embarcações motorizadas, pela rota sinalizada (a definir), em
velocidade condicionada (a definir), desde o porto de recreio de Rio
Caldo até ao local de navegação livre, a jusante da ponte mencionada;
- A
requalificação das margens da albufeira, a montante da ponte que liga as
freguesias de Rio Caldo e Vilar da Veiga, de forma a melhorar as
condições de segurança e de conforto dos banhistas, designadamente
através da construção de praias fluviais;
- Criação
de infraestruturas para a prática de desportos náuticos, não motorizados;
- Criar o
POAV (Plano de Ordenamento da Albufeira de Vilarinho da Furna);
- Criar
infraestruturas balneares e de apoio;
- Criar
infraestruturas desportivas, capazes de atrair desportistas de toda a
europa;
- Apoiar a
criação de um clube náutico, que possa, inclusivamente, prestar apoio a
atividades de desporto escolar;
- Captar a
realização de provas de remo, nacionais e internacionais;
- Fomentar a pesca desportiva, através da criaçao de pistas de pesca “sem morte”.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Mensagem do candidato
Caros Amigos
A primeira etapa deste "novo caminho" está terminada: somos oficialmente candidatos à Camara Municipal e à Assembleia Municipal de Terras de Bouro, nas eleições de 29 de setembro.
Queremos formular um agradecimento especial às muitas centenas de pessoas que, através das suas assinaturas viabilizaram a nossa candidatura e ainda a todos aqueles que colaboraram na sua recolha.
Foi um processo de meses, muito trabalhoso, mas com um resultado surpreendentemente bom. O contato com as pessoas, a recolha de grandes ideias, o perceber que se pode voltar a ter esperança... enchem-nos de coragem.
Estamos habituados a muito trabalho e esta foi só a primeira fase. Agora vem o tempo de apresentar as pessoas e as ideias.
Prometemos muito empenho na valorização duma politica que nos faça sentir que só VOTAR não ajuda à verdadeira mudança que ciclicamente a sociedade necessita.
Formulamos o convite para a apresentação da nossa candidatura no próximo dia 11 de agosto, a partir das 17h30, no salão da Junta de Freguesia do Campo.
Com os nossos mais sinceros agradecimentos,
Filipe Pires
domingo, 21 de julho de 2013
DOSSIER “CAMINHOS DE S. BENTO”
No dia 11 de julho, levamos ao conhecimento da Irmandade de S. Bento da Porta Aberta a nossa intenção de fazer dos “caminhos de S. Bento” um itinerário cultural de reconhecimento internacional.
S. Bento da Porta Aberta, segundo dados oficiais, recebe cerca de 1.000.000 de peregrinos, situando-se na segunda posição, abaixo do Santuário de Fátima. Reveste-se hoje de uma importância estratégica no panorama do turismo religioso do nosso país e particularmente da região norte.
Os “caminhos de S. Bento” surgem naturalmente associados à criação duma dinâmica coletiva que revitalize e potencie o turismo cultural.
O nosso projeto passa pela recuperação dos antigos caminhos de peregrinação e pela sua inscrição no roteiro europeu de itinerários culturais.
Serão envolvidos todos os concelhos e freguesias por onde passam os traçados originais, incluindo os vizinhos galegos, da Baixa Limia e Terras de Celanova, que há muito reivindicam o reconhecimento do “caminho de Santiago”.
Para o desenvolvimento deste projeto, que poderá representar mais uma porta aberta aos peregrinos do mundo, chamaremos à participação um vasto conjunto de entidades, nomeadamente:
- Irmandade de S. Bento da Porta Aberta,
- Universidade do Minho,
- Universidade de Vigo,
- Municípios portugueses e espanhóis,
- Parque Nacional da Peneda-Gerês,
- Parque Natural da Baixa Limia e Serra do Xurés,
- Secretaria de Estado da Cultura,
- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional – Norte.
No dia 11 de julho, levamos ao conhecimento da Irmandade de S. Bento da Porta Aberta a nossa intenção de fazer dos “caminhos de S. Bento” um itinerário cultural de reconhecimento internacional.
S. Bento da Porta Aberta, segundo dados oficiais, recebe cerca de 1.000.000 de peregrinos, situando-se na segunda posição, abaixo do Santuário de Fátima. Reveste-se hoje de uma importância estratégica no panorama do turismo religioso do nosso país e particularmente da região norte.
Os “caminhos de S. Bento” surgem naturalmente associados à criação duma dinâmica coletiva que revitalize e potencie o turismo cultural.
O nosso projeto passa pela recuperação dos antigos caminhos de peregrinação e pela sua inscrição no roteiro europeu de itinerários culturais.
Serão envolvidos todos os concelhos e freguesias por onde passam os traçados originais, incluindo os vizinhos galegos, da Baixa Limia e Terras de Celanova, que há muito reivindicam o reconhecimento do “caminho de Santiago”.
Para o desenvolvimento deste projeto, que poderá representar mais uma porta aberta aos peregrinos do mundo, chamaremos à participação um vasto conjunto de entidades, nomeadamente:
- Irmandade de S. Bento da Porta Aberta,
- Universidade do Minho,
- Universidade de Vigo,
- Municípios portugueses e espanhóis,
- Parque Nacional da Peneda-Gerês,
- Parque Natural da Baixa Limia e Serra do Xurés,
- Secretaria de Estado da Cultura,
- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional – Norte.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Filipe Pires : “Somos pessoas com medo de ter ideias próprias”

Assumiu-se, há poucas semanas, como
candidato independente à presidência da Câmara Municipal de Terras de Bouro e
garante fazer uma campanha em torno de “ideias concretas” para potenciar as
riquezas do concelho. Filipe Pires recusa falar do passado e prefere anunciar
aos terrabourenses os seus projetos para potenciar o concelho e a marca
‘Gerês’. Turismo e produtos agrícolas de elevada qualidade serão forte aposta.
Terras do Homem: O que o levou a ser candidato à presidência da Câmara Municipal nestas
eleições autárquicas?
Filipe Pires: Esta é uma candidatura de quem anda no terreno, trabalha no terreno e
percebe as potencialidades que o concelho tem. Por outro lado, surge a candidatura
por constatarmos que o caminho percorrido até aqui não tem sido proveitoso.
Cada vez somos menos terrabourenses, a atividade empresarial é quase nula e,
por outro lado, os recursos são imensos.
TH: Quais são, no seu entender, as maiores potencialidades deste concelho?
FP: Creio que é o turismo. Acho que não vale a pena andarmos com meias medidas.
Turismo não é só vender alojamento, uma refeição económica ou um programa de
animação. É preciso muito mais. É preciso estruturar bem o setor. Para além do
turismo, ainda temos a agricultura e a criação de gado como áreas com alguma
força no nosso concelho. E até podem conjugar-se estas áreas. Há que criar
eventos âncora que promovam as nossas riquezas naturais e património imaterial.
É preciso vender e promover as nossas marcas mais fortes, como o Gerês. O Gerês
enquanto região.
TH: Qual a primeira decisão que gostaria de tomar como presidente da Câmara?
FP: Uma só não é possível apontar. Antes de mais, creio que o que é preciso
diagnosticar os problemas e identificar e explorar as potencialidades. Por
exemplo, Terras de Bouro tem um município com muita gente, mas em muitos casos
fora dos sítios onde podem render mais. Há que os pôr nos sítios certos,
motivá-los e pô-los a trabalhar eficazmente.
Após as eleições, queremos criar uma
dinâmica nova e valorizar os recursos. É o primeiro passo necessário. Há que
convencer as pessoas também desta nova energia positiva. Nós sempre vivemos
numa zona de montanha, oprimida. Mas sempre lutámos pelo nosso bem estar. Há
que recuperar esses exemplos dos nossos pais e dos nossos avós.
TH: O que acha que o concelho tem de melhor? Qual o seu ponto mais forte?
FP: Antes de mais, são as pessoas. São sempre o melhor recurso de um concelho.
Terras de Bouro e o Gerês são o que são, devido ao trabalho de muitas pessoas,
feito ao longo dos tempos. Depois temos condições naturais que podem dar enorme
rendimento turístico. Ao nível de produção agrícola, temos condições para
vender carne de excelente qualidade, queijos de excelência, entre muitos outros
produtos.
TH: E o que tem de pior o concelho de Terras de Bouro?
FP: Medo. Acima de tudo, o medo. Somos pessoas com medo de ter ideias próprias,
de falar delas, de discuti-las. Por via desse medo, habituamo-nos a viver no
compromisso e no benefício individual, ao invés de investirmos no progresso
comunitário. O medo encurta-nos a visão, tolhe-nos a vontade de empreender,
etc.
TH: Que grandes desafio se colocam à gestão municipal, na atualidade?
FP: O grande desafio passa por trabalhar no sentido de atrair pessoas e ideias
ao território e lutar por um projeto coerente de desenvolvimento. Por outro
lado, ter a capacidade de se envolver em políticas de âmbito mais regional,
para um desenvolvimento integrado.
No nosso caso concreto, creio que
também seria importante atrairmos, por exemplo, a sede nacional do PNPG para o
nosso concelho. Forçando e insistindo como sempre nos ensinaram os nossos
antepassados, poderíamos trazer novos serviços para a gestão municipal e, com
isso, delinear um projeto de desenvolvimento mais coerente.
TH: De que forma pode uma autarquia local contribuir de forma efetiva para
contrariar os efeitos da crise e promover o emprego e dinamização económica?
FP: Quer por essa capacidade de atração de investimento e de ideias para o território,
mas também pela capacidade de reivindicar mais investimento nas políticas de
desenvolvimento local e regional. É preciso ter voz. Nós queremos efetivamente
ter poder reivindicativo, em cooperação, por exemplo, com municípios vizinhos.
É fundamental que municípios vizinhos tenham a lição bem estudada e saibam o
que querem para a sua região.
TH: Como acha que tem evoluído o poder local em Portugal, quer em termos de
transparência, capacidade de resposta aos problemas e tipo de políticas
desenvolvidas?
FP: Tem evoluído positivamente, a meu ver. Temos municípios com trabalhos
extraordinários. No entanto, creio que os municípios poderiam ainda atribuir
mais competências às juntas de freguesias para que o desenvolvimento fosse
feito numa ótica ainda mais local. São o elemento mais próximo do povo, por
isso conhece melhor os seus problemas.
Um concelho dividido
TH: Em Terras de Bouro, ao longo dos anos, populações do Vale do Homem e Vale
do Cávado sempre cultivaram um sentimento de desfavorecimento municipal em
relação "ao outro lado do concelho". Sente que Terras de Bouro é um
concelho dividido?
FP: De facto, temos um concelho dividido por uma serra e com dois vales. E esse
sentimento é real, no íntimo de muita gente. No entanto, não julgo que essas
diferenças sejam necessariamente más. Pelo contrário, podemos aproveitar essa
energia em prol do concelho. Essas diferenças enriquecem-nos, porque podemos
levar as pessoas a experienciar o Gerês e, depois, o Vale do Homem. Há que
aproximarmos também, nessa perspetiva, o concelho. Podemos, no futuro, criar
uma ligação que ainda não existe, entre Cibões/Brufe, Campo do Gerês e Vila do
Gerês.
Dinamismo, transparência e ideias
TH: Que princípios norteiam a elaboração das vossas listas à Câmara e
Assembleia?
FP: A maioria de nós trabalha no território e abraça este projeto porque sente
as dificuldades na pele. Por outro lado, também conhece bem as potencialidades
e sente essa responsabilidade de assumir uma mudança. Mas uma mudança efetiva.
Porque até agora houve alternância, mas não se mudou a forma de ver e de se
fazer. No fundo, somos um conjunto de pessoas dinâmicas que querem um rumo
novo, isto sem olhar para trás e criticar o que foi feito.
Somos pessoas de ideias, jovens,
enérgicas e dinâmicas, com vontade de fazer.
TH: E ao nível das freguesias, vão apresentar candidaturas com o vosso apoio?
FP: Não, em princípio não. Vamos, acima de tudo, trabalhar junto dos candidatos
e das populações, apresentando as nossas soluções.
TH: Qual o principal trunfo que considera ter como mais-valia para ganhar as
eleições?
FP: Talvez o dinamismo da equipa, a transparência, mas sobretudo o leque de
ideias que temos para o concelho. Vai ser uma "luta" difícil, mas que
já estamos a ganhar porque já muita gente partilha de muitas das nossas ideias.
É a primeira vez que, nas autárquicas de Terras de Bouro, se debaterá ideias.
Perfil
Filipe Pires nasceu
a 6 de janeiro de 1969, na freguesia do Campo do Gerês - onde ainda vive -, é
casado e tem dois filhos. O candidato à presidência da Câmara Municipal de
Terras de Bouro é licenciado em Gestão de Empresas, pela Universidade do Minho,
depois de ter feito o ensino primário no Campo do Gerês, a Telescola em Covide
e o ensino secundário na Escola Alberto Sampaio.
Atualmente, é
gestor e empreendedor na área do turismo.
Fonte: Terras do Homem, em 4-07-2013
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