sexta-feira, 20 de setembro de 2013

DOSSIER "PROTEÇÃO CIVIL"

A prevenção é o meio mais eficaz de proteção. O flagelo dos incêndios no verão, os estragos e acidentes causados pelos temporais no inverno deverão ser alvo de medidas de proteção de modo a atenuar os seus efeitos, proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando estas situações acontecem.

O nosso concelho está “desenhado” numa zona de monte e floresta, que temos de preservar e valorizar. Noutros tempos, a dependência da pequena agricultura de subsistência e do gado exigia uma manutenção contínua dos caminhos e carreiros, das enxurreiras, levadas, rios e riachos e uma gestão cuidada das pastagens, matos e floresta, nas bouças e montes. Nas últimas décadas, o abandono da serra e da agricultura trouxe, para além de alterações profundas nalguns aspetos da paisagem, incêndios, arrastamento de terras e estradas, destruição de caminhos agrícolas e florestais.

O elevado valor natural e edificado do município carece de estudos e tomada de medidas de modos adequados de proteção dos edifícios em geral, de monumentos e de outros bens culturais, das infra -estruturas, de instalações de serviços essenciais, bem como do ambiente e dos recursos naturais existentes no município.

Medidas propostas:
·         Criar um gabinete técnico de proteção civil que, em cooperação com o gabinete técnico florestal, coordene todos os meios e faça a gestão de recursos;
·         Elaborar um plano municipal de defesa da floresta contra incêndios e criar mecanismos facilitadores para a sua execução;
·         Estudar a profissionalização de um corpo ativo de bombeiros;
·         Providenciar estacionamento de helicópteros, nos meses de verão para ações de intervenção rápida de combate a incêndios e de resgate;
·         Elaborar um plano municipal de manutenção de pontes, aquedutos e valetas, em estradas municipais, florestais e agrícolas;
·         Colocar guardas de proteção e sinalização adequada em troços perigosos de estradas secundárias (municipais e florestais);
·         Alargar a rede de marcos de incendio
·         Criar rede georreferenciada de pontos de água para combate a incêndios (bocas de incêndio, barragens, pequenos diques, poças, piscinas, etc.);
·         Implementar a silvicultura preventiva;
·        Promover ações de sensibilização junto do Pré-Escolar e Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho, subordinadas aos temas Incêndios Florestais e Sismos, medidas de prevenção e autoproteção;
·         Consolidar o trabalho de parcerias entre as várias entidades no âmbito da proteção civil;
·         Apoiar a reposição da normalidade da vida das pessoas nas áreas do município afetadas por acidente grave ou catástrofe;
·     Informação e formação das populações do município, visando a sua sensibilização em matéria de autoproteção e de colaboração com as autoridades (estabelecer parcerias com as juntas de freguesia);
·         Melhorar vigilância policial e criar sistemas de segurança pública, previstas por lei, em pontos críticos do concelho.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

DOSSIER "CULTURA"

A cultura, no seu sentido holístico e antropológico, designa o conhecimento, os costumes, o saber-fazer, a arte, as crenças... de um povo. A nossa terra tem um património cultural (material e imaterial) invejável que merece a devida expressão e valorização.

A globalização é, infelizmente, uma realidade instalada na nossa sociedade e a homogeneização cultural daí decorrente pode conduzir ao apagamento progressivo das identidades locais. Portanto, hoje mais do que nunca, cabe-nos defender e valorizar o nosso património cultural, rico em quantidade e diversidade, porque aí reside o pilar do desenvolvimento sustentado.

Medidas propostas:

  • Elaborar um plano municipal para defesa e valorização do património;
  • Inventariar e classificar o património cultural (material e imaterial) e o património arquitetónico do concelho;
  • Elaborar uma agenda cultural concelhia, concertada e negociada com as associações e grupos locais;
  • Apoiar atividades de associações e outras coletividades (bandas musicais, ranchos folclóricos, grupos de teatro, grupos corais, etc.);
  • Elaborar planos de salvaguarda de aglomerados culturais de interesse;
  • Criar roteiros do património e sua sinalização;
  • Projetar o espaço “Museu da Água”, associado ao Rio Homem, a fim de ilustrar e valorizar a importância do rio nas tradições locais e no património etnográfico do concelho;
  • Transformar o “Centro Cultural de Terras de Bouro” numa Casa da Cultura, ou seja, num espaço multidisciplinar, onde estariam inseridos espaços para eventos culturais, uma biblioteca/centro de recursos, etc.;
  • Elaborar um Plano Integrado de Dinamização dos Museus do Concelho;
  • Dinamizar um Festival de Folclore, culturas e tradições;
  • Dinamizar um Festival de Filmes de Montanha e, conjuntamente, uma exposição/concurso de fotos de montanha;
  • Dinamizar uma Feira Romana, na sede do concelho, a coincidir com o dia do município;
  • Dinamizar a Festa do “caldo no pote”, anualmente, na altura do São Martinho. Este evento envolverá todas as freguesias.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

DOSSIER "SAÚDE"

O Estado deve assegurar o direito à proteção da saúde, através do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Compete ao município “monitorizar” esta obrigação do Estado e garantir, em cooperação com o SNS, um serviço adequado às necessidades dos utentes.








Neste âmbito, aquilo de que dispomos hoje no nosso concelho é claramente deficitário, em termos de:

Infraestruturas:
  • Centro de Saúde (CS) de Terras de Bouro – condições precárias, há 2 anos em obras de remodelação, atualmente paradas;
  • CS Rio Caldo – espaço exíguo e a carecer de algumas obras;
Médicos:
  • 2 médicos de família com a especialidade de Medicina Geral e Familiar (do quadro);
  • 1 médico sem especialidade (contratado até final do ano);
Enfermeiros:
  • 5 enfermeiras, na Unidade de Cuidados de Saúde;
  • 5 enfermeiras, na Unidade de Cuidados na Comunidade;
Na situação atual, pelo menos 50% dos utentes do SNS de Terras de Bouro não tem médico de família.

Necessidades:
  • Abertura urgente das instalações remodeladas do CS de Terras de Bouro;
  • Pequenas obras de remodelação no CS de Rio Caldo;
  • 5 médicos de família com especialidade (do quadro) para dar resposta a todos os utentes;
  • Adequar os serviços de enfermagem, com reforço da equipe na Unidade de Cuidados de Saúde, no CS Terras de Bouro e no CS Rio Caldo;
  • Unidade móvel de saúde, para apoio domiciliário a população com necessidades especiais;


Os Idosos e pessoas com necessidades especiais
As alterações demográficas do último século, que se traduziram na modificação e, por vezes, inversão das pirâmides etárias, refletindo o envelhecimento da população, vieram colocar aos governos, às famílias e à sociedade em geral, desafios para os quais não estavam preparados.
Envelhecer com saúde, autonomia e independência constitui, hoje, um desafio à responsabilidade (individual e coletiva), da qual o poder autárquico não pode alhear-se.
Propomo-nos, em estreita colaboração com outras entidades competentes, a:
1.     Prestar apoio médico aos lares e centros de dia;
2.  Fazer o levantamento dos principais problemas de saúde e respetivas causas, numa perspetiva de medicina preventiva;
3.  Identificar, apoiar e/ou encaminhar para as entidades competentes casos de pessoas idosas em situação económico-social desfavorecida e com problemas de saúde (doenças crónicas, invalidez, deficiência, ausência de cuidados básicos de saúde, risco de isolamento, desajustamento social ou familiar…);
4.     Adequar os cuidados às necessidades das pessoas idosas:
·         Programar, organizar e prestar cuidados ao domicílio (unidade móvel de saúde),
·         Produzir e difundir materiais pela população em geral e grupos vulneráveis,
·         Melhorar a informação e sensibilização para questões relacionadas com a saúde e seus determinantes,
·         Garantir condições de acesso à informação no domicílio, para que os indivíduos sejam capazes de obter, interpretar, perceber e executar serviços básicos;
5.     Promover o envelhecimento ativo (saúde física, mental e bem-estar psicológico), através de ações orientadas para:
·         Atividade física adequada e regular (acompanhada por profissionais de educação física, fisioterapeutas, massagistas, etc.),
·         Acompanhamento psicológico,
·         Formação sobre nutrição, hidratação, alimentação e eliminação (nutricionista),
·         Informação sobre as doenças (diabetes, cardiovasculares, etc.),
·         Identificação e eliminação de barreiras arquitetónicas,
·         Disponibilização de infraestruturas, serviços e bens essenciais (construção/melhoramento de acessos, apoio ao domicílio, rede móvel integrada, etc.);
6.    Organizar, coordenar e desenvolver atividades de animação sociocultural, para prevenir situações de isolamento social (saberes e mitos, artesanato, culinária, rendas, costura, pintura…);
7.    Desenvolver projetos de voluntariado.

sábado, 7 de setembro de 2013

DOSSIER "EDUCAÇÃO"

Educação. Formação. Investigação.
Fazemos uma aposta inequívoca na valorização das pessoas numa perspetiva de aprendizagem e educação ao longo da vida, como exige a estruturação de uma cidadania com valores, inovadora, livre e democrata.
Conscientes da situação económica e social do nosso concelho e do país, procuraremos, também nesta área, racionalizar recursos, trabalhando em parceria com entidades públicas e privadas, cabendo essencialmente à autarquia a criação de condições para que os nossos jovens, adultos e seniores possam usufruir de um sistema de qualificação e ensino de qualidade que desenvolva capacidades, promova oportunidades e valorize o mérito.

Medidas propostas:
·      Colaborar com o Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro (EB 2,3/S Padre Martins Capela e EB2,3/S de Rio Caldo) no sentido de aproximar os currículos nacionais ao contexto do nosso concelho e às necessidades dos nossos alunos (privilegiando áreas como o Turismo, a Hotelaria, a Cozinha, o Artesanato, Agropecuária, etc.), designadamente através da implementação de:
o   Cursos vocacionais no ensino básico;
o   Cursos profissionais [no ensino secundário] vocacionados para a qualificação profissional dos alunos e a sua inserção no mundo do trabalho;
o   Cursos de Educação Formação (CEF);
·         Criar, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro, associações culturais e empresariais locais e regionais, um centro de formação e apoio à inserção no mundo do trabalho, privilegiando as áreas das línguas, as Tecnologias de Informação e Comunicação, o apoio à criação de pequenas empresas e desenvolvimento de projetos, a transmissão de “saberes e fazeres” tradicionais da cultura local;
·         Promover, através de parcerias com academias e escolas existentes na região, a implementação de uma escola de expressões artísticas (música, pintura, escultura, dança… onde seja possível as crianças e os jovens frequentarem o ensino articulado de música);
·    Melhorar a resposta no âmbito das atividades extracurriculares (apoio ao estudo, terapia da fala, desportos náuticos e desportos de montanha);
·         Redefinir a política de apoios da ação social escolar;
·         Promover a criação de uma Universidade Sénior/ Escola Sénior;
·         Requalificar “antigas” escolas do primeiro ciclo em centros culturais-comunitários;
·         Apoiar e estimular projetos de investigação relacionados com o nosso concelho de universidades portuguesas e estrangeiras;
·         Apoiar e estimular o acréscimo de uma dimensão europeia e internacional em projetos escolares e culturais numa perspetiva intercultural;
·         Regulamentar prémios de mérito para estudantes do ensino básico, secundário e superior;
·         Assegurar serviço público de transporte, de e para Braga, por forma a garantir que os estudantes possam deslocar-se todos os dias.

sábado, 31 de agosto de 2013

DOSSIER "RIOS"

O nosso concelho é conhecido pelos seus dois principais vales: o vale do Rio Homem, de um lado, e o vale do Rio Cávado, do outro. Os dois são notáveis pelos seus recursos, pelo seu património e pelas suas paisagens que em muito contribuem para enaltecer a beleza da nossa terra.

O vale do Homem
O Rio Homem dispõe de uma barragem e respetiva albufeira que divide o vale em duas partes distintas e com graus de proteção claramente diferentes: a zona de Parque Nacional, com um ordenamento específico e especialmente penalizador em termos de uso e fruição, situada a montante de Vilarinho, e o Rio, igualmente espetacular, pleno de património natural e sobretudo construído (desde os socalcos, os moinhos, os lagares de azeite, as pontes de arame, as barcas, etc.), a jusante.
É preciso valorizar, preservar, divulgar e tornar acessível todo este património. Por outro lado, este rio pode suportar uma ou duas praias fluviais, passeios pedonais e ciclovias, uma pequena “barragem” para dar mais vida à sede do concelho, etc.



O vale do Cávado / Gerês
A Albufeira da Caniçada é a parte mais assinalável do Rio Cávado, por motivos sobejamente conhecidos. Não menos importante é o Rio Gerês, que, no seu percurso de Leonte até à albufeira, nos presenteia com magníficas lagoas de acesso difícil e, por consequência, subaproveitadas.
É preciso tornar este Rio mais apelativo, criando e melhorando acessos às piscinas naturais (dentro e nas proximidades da Vila do Gerês) para que a sua utilização possa concretizar-se com segurança e conforto.
Ainda dentro do perímetro da freguesia de Vilar da Veiga, o Rio Arado deverá ser objeto de intervenção, sobretudo no que diz respeito aos acessos e à segurança das pessoas.


As nossas propostas:
  • Proceder ao levantamento das fontes poluidoras ao longo dos cursos de água;
  • Construir e/ou otimizar o do funcionamento das ETAR’s existentes;
  • Limpar e desobstruir os leitos;
  • Criar corredores de acesso a lugares estratégicos;
  • Criar uma rede de ciclovias (interfreguesias) e circuitos pedonais, junto dos cursos de água;
  • Criar zonas de estacionamento;
  • Criar espaço multiusos na zona ribeirinha do Gerês – “Campo do João da Ponte”;
  • Criar praias fluviais (com infraestruturas sanitárias, zonas de fogo, zonas de jogos e parques de merenda), tanto no Rio Homem como na Albufeira da Caniçada;
  • Construir pequenos “açudes balneares” no Rio Gerês;
  • Dotar a parte inferior do Rio Arado de acessos alternativos e seguros, com sinalização dos locais perigosos;
  • Ponderar a construção de uma pequena barragem no Rio Homem (Moimenta/Gondoriz), após competente avaliação dos impactos ambientais;
  • Fazer do Rio Homem um rio atrativo para a prática canoagem, em parceria com os municípios de Amares e Vila Verde;
  • Retomar e alterar o projeto para o Ribeiro de Gordairas;
  • Promover a valorização ambiental do Ribeiro das Devesas;
  • Promover a valorização ambiental do Rio Rodes, envolvendo a “Água do Fastio”;
  • Preservar e valorizar o património etnográfico e arquitetónico (moinhos, lagares de azeite, azenhas, pontes de arame e barcas).

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

DOSSIER "PNPG"



O PNPG é parte do nosso território, de forma que, só por isso, não podemos ignorá-lo.

Continuamos a viver, ao fim de 42 anos, com a amargura da subjugação do Estado.

Um processo mal conduzido em Maio de 1971 e que nunca se quis “arranjar” fez daquilo que deveria ser âncora para um desenvolvimento imediato e sustentável uma barreira às legítimas expetativas dos proprietários e residentes.

Importaria fazer um balanço “do antes e do após 1971”, para evitarmos os mesmos erros no futuro e uma “2.ª Assembleia dos Povos do Parque” seria o espaço certo para colocarmos, em definitivo, a politica pública ao serviço do território e do seus habitantes, de forma a podermos atingir os objetivos a que se propôs o Estado em 1971.

Estamos apostados em fazer uso das competências da autarquia, nas mais diversas matérias, para obrigar o Estado a garantir a promoção do desenvolvimento sustentado do território, em estreita cooperação com as suas gentes.

Cremos que os residentes e proprietários do território estão preparados para assumir o seu papel de intervenção responsável, no sentido da sua valorização, de modo a poderem viver melhor no único parque nacional do país.

Estamos dispostos a:
  • Demonstrar a importância e lutar pela deslocação dos serviços centrais do PNPG para o território;
  • Trabalhar na preparação de um “plano estratégico” para o PNPG que servirá de suporte a um ordenamento sério, no futuro e para facilitar a aplicação de medidas corretivas a algumas restrições do ordenamento atual;
  • Elaborar o plano municipal de defesa da floresta contra incêndios em cooperação com o ICNF e órgãos de gestão dos montes e baldios;
  • A cooperar com o ICNF para que se iniciem os processos previstos para as “Áreas de intervenção específica para a visitação e comunicação” e para a “Área de intervenção específica de Manchas de Espécies Invasoras Lenhosas”, previstas no PO;
  • Reivindicar e ajudar a criar um regime de benefícios/contrapartidas (fiscais ou não) para as pessoas que vivem e têm a sua atividade dentro do território;
  • Exigir, com base num plano integrado, a requalificação de todo o património construído (casas florestais, cavalariças, chalés, viveiros, …)
  • Exigir a elaboração de um plano de intervenção/manutenção para todas as estradas e caminhos florestais existentes;
  • Exigir compromisso de pagamento imediato dos prejuízos causados pela fauna selvagem (lobo, javali, texugo, etc.);

sábado, 17 de agosto de 2013

DOSSIER "BARRAGENS"

Caniçada
Vilarinho das Furnas

No concelho de Terras de Bouro, existem dois lagos artificiais cujas potencialidades vão muito para além das suas finalidades primárias (produção de energia, rega e abastecimento público): a Albufeira da Caniçada e a Albufeira de Vilarinho da Furna.

Uma e outra são seguramente mais (re)conhecidas pelo seu valor turístico do que pela quantidade de energia que produzem; por isso temos que olhar para estas realidades como dois fatores de equilíbrio entre a elevada procura destas áreas e a conservação do património ambiental, com vista à definição de um modelo de desenvolvimento sustentável para o território (in POAC).

Na perspetiva enunciada, o desenvolvimento de atividades que não colidam com as finalidades primárias das albufeiras é desejável e necessário para o bem-estar das populações e para o desenvolvimento da economia local.

Importa fazer uma reflexão aturada, com as entidades competentes, de modo a corrigir aquilo que de mal se fez na Albufeira da Caniçada e, com esta aprendizagem, procurar traçar um Plano de Ordenamento para a Albufeira de Vilarinho (POAV) que cative e satisfaça a vontade das pessoas, não descurando a componente ambiental.
Assim, algumas das propostas imediatas são:
  • Estabelecer parcerias/protocolos de cooperação entre a autarquia e a EDP;
  • Propor alterações ao POAC, nomeadamente sobre:
    • A criação de uma zona de navegação interdita a todo o tipo de embarcações motorizadas, a parte da albufeira situada a montante da ponte que liga as freguesias de Rio Caldo e Vilar da Veiga, com as seguintes exceções:
      • Navegação das duas embarcações marítimo-turísticas já existentes, apenas pelo centro da albufeira, em dias em que não haja provas ou treinos “oficiais” de qualquer outro desporto aquático não motorizado (remo, vela, natação…),
      • Navegação de embarcações motorizadas de apoio a atividades de treino ou provas de qualquer outro desporto aquático não motorizado (remo, vela, natação…),
      • Deslocação das embarcações motorizadas, pela rota sinalizada (a definir), em velocidade condicionada (a definir), desde o porto de recreio de Rio Caldo até ao local de navegação livre, a jusante da ponte mencionada;
    • A requalificação das margens da albufeira, a montante da ponte que liga as freguesias de Rio Caldo e Vilar da Veiga, de forma a melhorar as condições de segurança e de conforto dos banhistas, designadamente através da construção de praias fluviais;
    • Criação de infraestruturas para a prática de desportos náuticos, não motorizados;
  • Criar o POAV (Plano de Ordenamento da Albufeira de Vilarinho da Furna);
  • Criar infraestruturas balneares e de apoio;
  • Criar infraestruturas desportivas, capazes de atrair desportistas de toda a europa;
  • Apoiar a criação de um clube náutico, que possa, inclusivamente, prestar apoio a atividades de desporto escolar;
  • Captar a realização de provas de remo, nacionais e internacionais;
  • Fomentar a pesca desportiva, através da criaçao de pistas de pesca “sem morte”.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Mensagem do candidato

Caros Amigos

A primeira etapa deste "novo caminho" está terminada: somos oficialmente candidatos à Camara Municipal e à Assembleia Municipal de Terras de Bouro, nas eleições de 29 de setembro.

Queremos formular um agradecimento especial às muitas centenas de pessoas que, através das suas assinaturas viabilizaram a nossa candidatura e ainda a todos aqueles que colaboraram na sua recolha.
Foi um processo de meses, muito trabalhoso, mas com um resultado surpreendentemente bom. O contato com as pessoas, a recolha de grandes ideias, o perceber que se pode voltar a ter esperança... enchem-nos de coragem.

Estamos habituados a muito trabalho e esta foi só a primeira fase. Agora vem o tempo de apresentar as pessoas e as ideias. 

Prometemos muito empenho na valorização duma politica que nos faça sentir que só VOTAR não ajuda à verdadeira mudança que ciclicamente a sociedade necessita.

Formulamos o convite para a apresentação da nossa candidatura no próximo dia 11 de agosto, a partir das 17h30, no salão da Junta de Freguesia do Campo.

Com os nossos mais sinceros agradecimentos,
Filipe Pires

domingo, 21 de julho de 2013

DOSSIER “CAMINHOS DE S. BENTO”

No dia 11 de julho, levamos ao conhecimento da Irmandade de S. Bento da Porta Aberta a nossa intenção de fazer dos “caminhos de S. Bento” um itinerário cultural de reconhecimento internacional. 

S. Bento da Porta Aberta, segundo dados oficiais, recebe cerca de 1.000.000 de peregrinos, situando-se na segunda posição, abaixo do Santuário de Fátima. Reveste-se hoje de uma importância estratégica no panorama do turismo religioso do nosso país e particularmente da região norte.

Os “caminhos de S. Bento” surgem naturalmente associados à criação duma dinâmica coletiva que revitalize e potencie o turismo cultural.

O nosso projeto passa pela recuperação dos antigos caminhos de peregrinação e pela sua inscrição no roteiro europeu de itinerários culturais.

Serão envolvidos todos os concelhos e freguesias por onde passam os traçados originais, incluindo os vizinhos galegos, da Baixa Limia e Terras de Celanova, que há muito reivindicam o reconhecimento do “caminho de Santiago”.

Para o desenvolvimento deste projeto, que poderá representar mais uma porta aberta aos peregrinos do mundo, chamaremos à participação um vasto conjunto de entidades, nomeadamente:
- Irmandade de S. Bento da Porta Aberta,
- Universidade do Minho,
- Universidade de Vigo,
- Municípios portugueses e espanhóis,
- Parque Nacional da Peneda-Gerês,
- Parque Natural da Baixa Limia e Serra do Xurés,
- Secretaria de Estado da Cultura,
- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional – Norte.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Filipe Pires : “Somos pessoas com medo de ter ideias próprias”



Assumiu-se, há poucas semanas, como candidato independente à presidência da Câmara Municipal de Terras de Bouro e garante fazer uma campanha em torno de “ideias concretas” para potenciar as riquezas do concelho. Filipe Pires recusa falar do passado e prefere anunciar aos terrabourenses os seus projetos para potenciar o concelho e a marca ‘Gerês’. Turismo e produtos agrícolas de elevada qualidade serão forte aposta.

Terras do Homem: O que o levou a ser candidato à presidência da Câmara Municipal nestas eleições autárquicas?
Filipe Pires: Esta é uma candidatura de quem anda no terreno, trabalha no terreno e percebe as potencialidades que o concelho tem. Por outro lado, surge a candidatura por constatarmos que o caminho percorrido até aqui não tem sido proveitoso. Cada vez somos menos terrabourenses, a atividade empresarial é quase nula e, por outro lado, os recursos são imensos.
TH: Quais são, no seu entender, as maiores potencialidades deste concelho?
FP: Creio que é o turismo. Acho que não vale a pena andarmos com meias medidas. Turismo não é só vender alojamento, uma refeição económica ou um programa de animação. É preciso muito mais. É preciso estruturar bem o setor. Para além do turismo, ainda temos a agricultura e a criação de gado como áreas com alguma força no nosso concelho. E até podem conjugar-se estas áreas. Há que criar eventos âncora que promovam as nossas riquezas naturais e património imaterial. É preciso vender e promover as nossas marcas mais fortes, como o Gerês. O Gerês enquanto região.
TH: Qual a primeira decisão que gostaria de tomar como presidente da Câmara?
FP: Uma só não é possível apontar. Antes de mais, creio que o que é preciso diagnosticar os problemas e identificar e explorar as potencialidades. Por exemplo, Terras de Bouro tem um município com muita gente, mas em muitos casos fora dos sítios onde podem render mais. Há que os pôr nos sítios certos, motivá-los e pô-los a trabalhar eficazmente.
Após as eleições, queremos criar uma dinâmica nova e valorizar os recursos. É o primeiro passo necessário. Há que convencer as pessoas também desta nova energia positiva. Nós sempre vivemos numa zona de montanha, oprimida. Mas sempre lutámos pelo nosso bem estar. Há que recuperar esses exemplos dos nossos pais e dos nossos avós.
TH: O que acha que o concelho tem de melhor? Qual o seu ponto mais forte?
FP: Antes de mais, são as pessoas. São sempre o melhor recurso de um concelho. Terras de Bouro e o Gerês são o que são, devido ao trabalho de muitas pessoas, feito ao longo dos tempos. Depois temos condições naturais que podem dar enorme rendimento turístico. Ao nível de produção agrícola, temos condições para vender carne de excelente qualidade, queijos de excelência, entre muitos outros produtos.
TH: E o que tem de pior o concelho de Terras de Bouro?
FP: Medo. Acima de tudo, o medo. Somos pessoas com medo de ter ideias próprias, de falar delas, de discuti-las. Por via desse medo, habituamo-nos a viver no compromisso e no benefício individual, ao invés de investirmos no progresso comunitário. O medo encurta-nos a visão, tolhe-nos a vontade de empreender, etc.
TH: Que grandes desafio se colocam à gestão municipal, na atualidade?
FP: O grande desafio passa por trabalhar no sentido de atrair pessoas e ideias ao território e lutar por um projeto coerente de desenvolvimento. Por outro lado, ter a capacidade de se envolver em políticas de âmbito mais regional, para um desenvolvimento integrado.
No nosso caso concreto, creio que também seria importante atrairmos, por exemplo, a sede nacional do PNPG para o nosso concelho. Forçando e insistindo como sempre nos ensinaram os nossos antepassados, poderíamos trazer novos serviços para a gestão municipal e, com isso, delinear um projeto de desenvolvimento mais coerente.
TH: De que forma pode uma autarquia local contribuir de forma efetiva para contrariar os efeitos da crise e promover o emprego e dinamização económica?
FP: Quer por essa capacidade de atração de investimento e de ideias para o território, mas também pela capacidade de reivindicar mais investimento nas políticas de desenvolvimento local e regional. É preciso ter voz. Nós queremos efetivamente ter poder reivindicativo, em cooperação, por exemplo, com municípios vizinhos. É fundamental que municípios vizinhos tenham a lição bem estudada e saibam o que querem para a sua região.
TH: Como acha que tem evoluído o poder local em Portugal, quer em termos de transparência, capacidade de resposta aos problemas e tipo de políticas desenvolvidas?
FP: Tem evoluído positivamente, a meu ver. Temos municípios com trabalhos extraordinários. No entanto, creio que os municípios poderiam ainda atribuir mais competências às juntas de freguesias para que o desenvolvimento fosse feito numa ótica ainda mais local. São o elemento mais próximo do povo, por isso conhece melhor os seus problemas.
Um concelho dividido
TH: Em Terras de Bouro, ao longo dos anos, populações do Vale do Homem e Vale do Cávado sempre cultivaram um sentimento de desfavorecimento municipal em relação "ao outro lado do concelho". Sente que Terras de Bouro é um concelho dividido?
FP: De facto, temos um concelho dividido por uma serra e com dois vales. E esse sentimento é real, no íntimo de muita gente. No entanto, não julgo que essas diferenças sejam necessariamente más. Pelo contrário, podemos aproveitar essa energia em prol do concelho. Essas diferenças enriquecem-nos, porque podemos levar as pessoas a experienciar o Gerês e, depois, o Vale do Homem. Há que aproximarmos também, nessa perspetiva, o concelho. Podemos, no futuro, criar uma ligação que ainda não existe, entre Cibões/Brufe, Campo do Gerês e Vila do Gerês.
Dinamismo, transparência e ideias
TH: Que princípios norteiam a elaboração das vossas listas à Câmara e Assembleia?
FP: A maioria de nós trabalha no território e abraça este projeto porque sente as dificuldades na pele. Por outro lado, também conhece bem as potencialidades e sente essa responsabilidade de assumir uma mudança. Mas uma mudança efetiva. Porque até agora houve alternância, mas não se mudou a forma de ver e de se fazer. No fundo, somos um conjunto de pessoas dinâmicas que querem um rumo novo, isto sem olhar para trás e criticar o que foi feito.
Somos pessoas de ideias, jovens, enérgicas e dinâmicas, com vontade de fazer.
TH: E ao nível das freguesias, vão apresentar candidaturas com o vosso apoio?
FP: Não, em princípio não. Vamos, acima de tudo, trabalhar junto dos candidatos e das populações, apresentando as nossas soluções.
TH: Qual o principal trunfo que considera ter como mais-valia para ganhar as eleições?
FP: Talvez o dinamismo da equipa, a transparência, mas sobretudo o leque de ideias que temos para o concelho. Vai ser uma "luta" difícil, mas que já estamos a ganhar porque já muita gente partilha de muitas das nossas ideias. É a primeira vez que, nas autárquicas de Terras de Bouro, se debaterá ideias.

Perfil
Filipe Pires nasceu a 6 de janeiro de 1969, na freguesia do Campo do Gerês - onde ainda vive -, é casado e tem dois filhos. O candidato à presidência da Câmara Municipal de Terras de Bouro é licenciado em Gestão de Empresas, pela Universidade do Minho, depois de ter feito o ensino primário no Campo do Gerês, a Telescola em Covide e o ensino secundário na Escola Alberto Sampaio.
Atualmente, é gestor e empreendedor na área do turismo.
Fonte: Terras do Homem, em 4-07-2013