sexta-feira, 13 de setembro de 2013

DOSSIER "SAÚDE"

O Estado deve assegurar o direito à proteção da saúde, através do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Compete ao município “monitorizar” esta obrigação do Estado e garantir, em cooperação com o SNS, um serviço adequado às necessidades dos utentes.








Neste âmbito, aquilo de que dispomos hoje no nosso concelho é claramente deficitário, em termos de:

Infraestruturas:
  • Centro de Saúde (CS) de Terras de Bouro – condições precárias, há 2 anos em obras de remodelação, atualmente paradas;
  • CS Rio Caldo – espaço exíguo e a carecer de algumas obras;
Médicos:
  • 2 médicos de família com a especialidade de Medicina Geral e Familiar (do quadro);
  • 1 médico sem especialidade (contratado até final do ano);
Enfermeiros:
  • 5 enfermeiras, na Unidade de Cuidados de Saúde;
  • 5 enfermeiras, na Unidade de Cuidados na Comunidade;
Na situação atual, pelo menos 50% dos utentes do SNS de Terras de Bouro não tem médico de família.

Necessidades:
  • Abertura urgente das instalações remodeladas do CS de Terras de Bouro;
  • Pequenas obras de remodelação no CS de Rio Caldo;
  • 5 médicos de família com especialidade (do quadro) para dar resposta a todos os utentes;
  • Adequar os serviços de enfermagem, com reforço da equipe na Unidade de Cuidados de Saúde, no CS Terras de Bouro e no CS Rio Caldo;
  • Unidade móvel de saúde, para apoio domiciliário a população com necessidades especiais;


Os Idosos e pessoas com necessidades especiais
As alterações demográficas do último século, que se traduziram na modificação e, por vezes, inversão das pirâmides etárias, refletindo o envelhecimento da população, vieram colocar aos governos, às famílias e à sociedade em geral, desafios para os quais não estavam preparados.
Envelhecer com saúde, autonomia e independência constitui, hoje, um desafio à responsabilidade (individual e coletiva), da qual o poder autárquico não pode alhear-se.
Propomo-nos, em estreita colaboração com outras entidades competentes, a:
1.     Prestar apoio médico aos lares e centros de dia;
2.  Fazer o levantamento dos principais problemas de saúde e respetivas causas, numa perspetiva de medicina preventiva;
3.  Identificar, apoiar e/ou encaminhar para as entidades competentes casos de pessoas idosas em situação económico-social desfavorecida e com problemas de saúde (doenças crónicas, invalidez, deficiência, ausência de cuidados básicos de saúde, risco de isolamento, desajustamento social ou familiar…);
4.     Adequar os cuidados às necessidades das pessoas idosas:
·         Programar, organizar e prestar cuidados ao domicílio (unidade móvel de saúde),
·         Produzir e difundir materiais pela população em geral e grupos vulneráveis,
·         Melhorar a informação e sensibilização para questões relacionadas com a saúde e seus determinantes,
·         Garantir condições de acesso à informação no domicílio, para que os indivíduos sejam capazes de obter, interpretar, perceber e executar serviços básicos;
5.     Promover o envelhecimento ativo (saúde física, mental e bem-estar psicológico), através de ações orientadas para:
·         Atividade física adequada e regular (acompanhada por profissionais de educação física, fisioterapeutas, massagistas, etc.),
·         Acompanhamento psicológico,
·         Formação sobre nutrição, hidratação, alimentação e eliminação (nutricionista),
·         Informação sobre as doenças (diabetes, cardiovasculares, etc.),
·         Identificação e eliminação de barreiras arquitetónicas,
·         Disponibilização de infraestruturas, serviços e bens essenciais (construção/melhoramento de acessos, apoio ao domicílio, rede móvel integrada, etc.);
6.    Organizar, coordenar e desenvolver atividades de animação sociocultural, para prevenir situações de isolamento social (saberes e mitos, artesanato, culinária, rendas, costura, pintura…);
7.    Desenvolver projetos de voluntariado.

Sem comentários:

Enviar um comentário