sábado, 31 de agosto de 2013

DOSSIER "RIOS"

O nosso concelho é conhecido pelos seus dois principais vales: o vale do Rio Homem, de um lado, e o vale do Rio Cávado, do outro. Os dois são notáveis pelos seus recursos, pelo seu património e pelas suas paisagens que em muito contribuem para enaltecer a beleza da nossa terra.

O vale do Homem
O Rio Homem dispõe de uma barragem e respetiva albufeira que divide o vale em duas partes distintas e com graus de proteção claramente diferentes: a zona de Parque Nacional, com um ordenamento específico e especialmente penalizador em termos de uso e fruição, situada a montante de Vilarinho, e o Rio, igualmente espetacular, pleno de património natural e sobretudo construído (desde os socalcos, os moinhos, os lagares de azeite, as pontes de arame, as barcas, etc.), a jusante.
É preciso valorizar, preservar, divulgar e tornar acessível todo este património. Por outro lado, este rio pode suportar uma ou duas praias fluviais, passeios pedonais e ciclovias, uma pequena “barragem” para dar mais vida à sede do concelho, etc.



O vale do Cávado / Gerês
A Albufeira da Caniçada é a parte mais assinalável do Rio Cávado, por motivos sobejamente conhecidos. Não menos importante é o Rio Gerês, que, no seu percurso de Leonte até à albufeira, nos presenteia com magníficas lagoas de acesso difícil e, por consequência, subaproveitadas.
É preciso tornar este Rio mais apelativo, criando e melhorando acessos às piscinas naturais (dentro e nas proximidades da Vila do Gerês) para que a sua utilização possa concretizar-se com segurança e conforto.
Ainda dentro do perímetro da freguesia de Vilar da Veiga, o Rio Arado deverá ser objeto de intervenção, sobretudo no que diz respeito aos acessos e à segurança das pessoas.


As nossas propostas:
  • Proceder ao levantamento das fontes poluidoras ao longo dos cursos de água;
  • Construir e/ou otimizar o do funcionamento das ETAR’s existentes;
  • Limpar e desobstruir os leitos;
  • Criar corredores de acesso a lugares estratégicos;
  • Criar uma rede de ciclovias (interfreguesias) e circuitos pedonais, junto dos cursos de água;
  • Criar zonas de estacionamento;
  • Criar espaço multiusos na zona ribeirinha do Gerês – “Campo do João da Ponte”;
  • Criar praias fluviais (com infraestruturas sanitárias, zonas de fogo, zonas de jogos e parques de merenda), tanto no Rio Homem como na Albufeira da Caniçada;
  • Construir pequenos “açudes balneares” no Rio Gerês;
  • Dotar a parte inferior do Rio Arado de acessos alternativos e seguros, com sinalização dos locais perigosos;
  • Ponderar a construção de uma pequena barragem no Rio Homem (Moimenta/Gondoriz), após competente avaliação dos impactos ambientais;
  • Fazer do Rio Homem um rio atrativo para a prática canoagem, em parceria com os municípios de Amares e Vila Verde;
  • Retomar e alterar o projeto para o Ribeiro de Gordairas;
  • Promover a valorização ambiental do Ribeiro das Devesas;
  • Promover a valorização ambiental do Rio Rodes, envolvendo a “Água do Fastio”;
  • Preservar e valorizar o património etnográfico e arquitetónico (moinhos, lagares de azeite, azenhas, pontes de arame e barcas).

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

DOSSIER "PNPG"



O PNPG é parte do nosso território, de forma que, só por isso, não podemos ignorá-lo.

Continuamos a viver, ao fim de 42 anos, com a amargura da subjugação do Estado.

Um processo mal conduzido em Maio de 1971 e que nunca se quis “arranjar” fez daquilo que deveria ser âncora para um desenvolvimento imediato e sustentável uma barreira às legítimas expetativas dos proprietários e residentes.

Importaria fazer um balanço “do antes e do após 1971”, para evitarmos os mesmos erros no futuro e uma “2.ª Assembleia dos Povos do Parque” seria o espaço certo para colocarmos, em definitivo, a politica pública ao serviço do território e do seus habitantes, de forma a podermos atingir os objetivos a que se propôs o Estado em 1971.

Estamos apostados em fazer uso das competências da autarquia, nas mais diversas matérias, para obrigar o Estado a garantir a promoção do desenvolvimento sustentado do território, em estreita cooperação com as suas gentes.

Cremos que os residentes e proprietários do território estão preparados para assumir o seu papel de intervenção responsável, no sentido da sua valorização, de modo a poderem viver melhor no único parque nacional do país.

Estamos dispostos a:
  • Demonstrar a importância e lutar pela deslocação dos serviços centrais do PNPG para o território;
  • Trabalhar na preparação de um “plano estratégico” para o PNPG que servirá de suporte a um ordenamento sério, no futuro e para facilitar a aplicação de medidas corretivas a algumas restrições do ordenamento atual;
  • Elaborar o plano municipal de defesa da floresta contra incêndios em cooperação com o ICNF e órgãos de gestão dos montes e baldios;
  • A cooperar com o ICNF para que se iniciem os processos previstos para as “Áreas de intervenção específica para a visitação e comunicação” e para a “Área de intervenção específica de Manchas de Espécies Invasoras Lenhosas”, previstas no PO;
  • Reivindicar e ajudar a criar um regime de benefícios/contrapartidas (fiscais ou não) para as pessoas que vivem e têm a sua atividade dentro do território;
  • Exigir, com base num plano integrado, a requalificação de todo o património construído (casas florestais, cavalariças, chalés, viveiros, …)
  • Exigir a elaboração de um plano de intervenção/manutenção para todas as estradas e caminhos florestais existentes;
  • Exigir compromisso de pagamento imediato dos prejuízos causados pela fauna selvagem (lobo, javali, texugo, etc.);

sábado, 17 de agosto de 2013

DOSSIER "BARRAGENS"

Caniçada
Vilarinho das Furnas

No concelho de Terras de Bouro, existem dois lagos artificiais cujas potencialidades vão muito para além das suas finalidades primárias (produção de energia, rega e abastecimento público): a Albufeira da Caniçada e a Albufeira de Vilarinho da Furna.

Uma e outra são seguramente mais (re)conhecidas pelo seu valor turístico do que pela quantidade de energia que produzem; por isso temos que olhar para estas realidades como dois fatores de equilíbrio entre a elevada procura destas áreas e a conservação do património ambiental, com vista à definição de um modelo de desenvolvimento sustentável para o território (in POAC).

Na perspetiva enunciada, o desenvolvimento de atividades que não colidam com as finalidades primárias das albufeiras é desejável e necessário para o bem-estar das populações e para o desenvolvimento da economia local.

Importa fazer uma reflexão aturada, com as entidades competentes, de modo a corrigir aquilo que de mal se fez na Albufeira da Caniçada e, com esta aprendizagem, procurar traçar um Plano de Ordenamento para a Albufeira de Vilarinho (POAV) que cative e satisfaça a vontade das pessoas, não descurando a componente ambiental.
Assim, algumas das propostas imediatas são:
  • Estabelecer parcerias/protocolos de cooperação entre a autarquia e a EDP;
  • Propor alterações ao POAC, nomeadamente sobre:
    • A criação de uma zona de navegação interdita a todo o tipo de embarcações motorizadas, a parte da albufeira situada a montante da ponte que liga as freguesias de Rio Caldo e Vilar da Veiga, com as seguintes exceções:
      • Navegação das duas embarcações marítimo-turísticas já existentes, apenas pelo centro da albufeira, em dias em que não haja provas ou treinos “oficiais” de qualquer outro desporto aquático não motorizado (remo, vela, natação…),
      • Navegação de embarcações motorizadas de apoio a atividades de treino ou provas de qualquer outro desporto aquático não motorizado (remo, vela, natação…),
      • Deslocação das embarcações motorizadas, pela rota sinalizada (a definir), em velocidade condicionada (a definir), desde o porto de recreio de Rio Caldo até ao local de navegação livre, a jusante da ponte mencionada;
    • A requalificação das margens da albufeira, a montante da ponte que liga as freguesias de Rio Caldo e Vilar da Veiga, de forma a melhorar as condições de segurança e de conforto dos banhistas, designadamente através da construção de praias fluviais;
    • Criação de infraestruturas para a prática de desportos náuticos, não motorizados;
  • Criar o POAV (Plano de Ordenamento da Albufeira de Vilarinho da Furna);
  • Criar infraestruturas balneares e de apoio;
  • Criar infraestruturas desportivas, capazes de atrair desportistas de toda a europa;
  • Apoiar a criação de um clube náutico, que possa, inclusivamente, prestar apoio a atividades de desporto escolar;
  • Captar a realização de provas de remo, nacionais e internacionais;
  • Fomentar a pesca desportiva, através da criaçao de pistas de pesca “sem morte”.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Mensagem do candidato

Caros Amigos

A primeira etapa deste "novo caminho" está terminada: somos oficialmente candidatos à Camara Municipal e à Assembleia Municipal de Terras de Bouro, nas eleições de 29 de setembro.

Queremos formular um agradecimento especial às muitas centenas de pessoas que, através das suas assinaturas viabilizaram a nossa candidatura e ainda a todos aqueles que colaboraram na sua recolha.
Foi um processo de meses, muito trabalhoso, mas com um resultado surpreendentemente bom. O contato com as pessoas, a recolha de grandes ideias, o perceber que se pode voltar a ter esperança... enchem-nos de coragem.

Estamos habituados a muito trabalho e esta foi só a primeira fase. Agora vem o tempo de apresentar as pessoas e as ideias. 

Prometemos muito empenho na valorização duma politica que nos faça sentir que só VOTAR não ajuda à verdadeira mudança que ciclicamente a sociedade necessita.

Formulamos o convite para a apresentação da nossa candidatura no próximo dia 11 de agosto, a partir das 17h30, no salão da Junta de Freguesia do Campo.

Com os nossos mais sinceros agradecimentos,
Filipe Pires