O PNPG é parte do
nosso território, de forma que, só por isso, não podemos ignorá-lo.
Continuamos a
viver, ao fim de 42 anos, com a amargura da subjugação do Estado.
Um processo mal
conduzido em Maio de 1971 e que nunca se quis “arranjar” fez daquilo que
deveria ser âncora para um desenvolvimento imediato e sustentável uma barreira
às legítimas expetativas dos proprietários e residentes.
Importaria fazer um
balanço “do antes e do após 1971”, para evitarmos os mesmos erros no
futuro e uma “2.ª Assembleia dos Povos do Parque” seria o espaço certo para
colocarmos, em definitivo, a politica pública ao serviço do território e do
seus habitantes, de forma a podermos atingir os objetivos a que se propôs o
Estado em 1971.
Estamos apostados
em fazer uso das competências da autarquia, nas mais diversas matérias, para
obrigar o Estado a garantir a promoção do desenvolvimento sustentado do
território, em estreita cooperação com as suas gentes.
Cremos que os
residentes e proprietários do território estão preparados para assumir o seu
papel de intervenção responsável, no sentido da sua valorização, de modo a
poderem viver melhor no único parque nacional do país.
Estamos dispostos
a:
- Demonstrar a importância e lutar pela deslocação dos serviços centrais do PNPG para o território;
- Trabalhar na preparação de um “plano estratégico” para o PNPG que servirá de suporte a um ordenamento sério, no futuro e para facilitar a aplicação de medidas corretivas a algumas restrições do ordenamento atual;
- Elaborar o plano municipal de defesa da floresta contra incêndios em cooperação com o ICNF e órgãos de gestão dos montes e baldios;
- A cooperar com o ICNF para que se iniciem os processos previstos para as “Áreas de intervenção específica para a visitação e comunicação” e para a “Área de intervenção específica de Manchas de Espécies Invasoras Lenhosas”, previstas no PO;
- Reivindicar e ajudar a criar um regime de benefícios/contrapartidas (fiscais ou não) para as pessoas que vivem e têm a sua atividade dentro do território;
- Exigir, com base num plano integrado, a requalificação de todo o património construído (casas florestais, cavalariças, chalés, viveiros, …)
- Exigir a elaboração de um plano de intervenção/manutenção para todas as estradas e caminhos florestais existentes;
- Exigir compromisso de pagamento imediato dos prejuízos causados pela fauna selvagem (lobo, javali, texugo, etc.);
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