segunda-feira, 23 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
DOSSIER "PROTEÇÃO CIVIL"
A prevenção é o meio mais
eficaz de proteção. O flagelo dos incêndios no verão, os estragos e acidentes
causados pelos temporais no inverno deverão ser alvo de medidas de proteção de
modo a atenuar os seus efeitos, proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo
quando estas situações acontecem.
O nosso concelho está
“desenhado” numa zona de monte e floresta, que temos de preservar e valorizar.
Noutros tempos, a dependência da pequena agricultura de subsistência e do gado
exigia uma manutenção contínua dos caminhos e carreiros, das enxurreiras,
levadas, rios e riachos e uma gestão cuidada das pastagens, matos e floresta,
nas bouças e montes. Nas últimas décadas, o abandono da serra e da agricultura
trouxe, para além de alterações profundas nalguns aspetos da paisagem,
incêndios, arrastamento de terras e estradas, destruição de caminhos agrícolas
e florestais.
O elevado valor natural e
edificado do município carece de estudos e tomada
de medidas de modos adequados de proteção dos edifícios em geral, de monumentos
e de outros bens culturais, das infra -estruturas, de instalações de serviços
essenciais, bem como do ambiente e dos recursos naturais existentes no
município.
Medidas
propostas:
·
Criar um gabinete técnico de proteção civil
que, em cooperação com o gabinete técnico florestal, coordene todos os meios e faça
a gestão de recursos;
·
Elaborar um plano municipal de defesa da
floresta contra incêndios e criar mecanismos facilitadores para a sua execução;
·
Estudar a profissionalização de um corpo
ativo de bombeiros;
·
Providenciar estacionamento de helicópteros,
nos meses de verão para ações de intervenção rápida de combate a incêndios e de
resgate;
·
Elaborar um plano municipal de manutenção de
pontes, aquedutos e valetas, em estradas municipais, florestais e agrícolas;
·
Colocar guardas de proteção e sinalização
adequada em troços perigosos de estradas secundárias (municipais e florestais);
·
Alargar a rede de marcos de incendio
·
Criar rede georreferenciada de pontos de
água para combate a incêndios (bocas de incêndio, barragens, pequenos diques,
poças, piscinas, etc.);
·
Implementar a silvicultura preventiva;
· Promover ações de sensibilização junto do
Pré-Escolar e Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho, subordinadas
aos temas Incêndios Florestais e Sismos, medidas de prevenção e autoproteção;
·
Consolidar o trabalho de parcerias entre as
várias entidades no âmbito da proteção civil;
·
Apoiar a reposição da normalidade da vida
das pessoas nas áreas do município afetadas por acidente grave ou catástrofe;
· Informação e formação das populações do
município, visando a sua sensibilização em matéria de autoproteção e de
colaboração com as autoridades (estabelecer parcerias com as juntas de
freguesia);
·
Melhorar vigilância policial e criar sistemas
de segurança pública, previstas por lei, em pontos críticos do concelho.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
DOSSIER "CULTURA"
A cultura, no seu sentido
holístico e antropológico, designa o conhecimento, os costumes, o saber-fazer,
a arte, as crenças... de um povo. A nossa terra tem um património cultural (material
e imaterial) invejável que merece a devida expressão e valorização.
A globalização é, infelizmente, uma
realidade instalada na nossa sociedade e a homogeneização cultural daí decorrente
pode conduzir ao apagamento progressivo das identidades locais. Portanto, hoje
mais do que nunca, cabe-nos defender e valorizar o nosso património cultural,
rico em quantidade e diversidade, porque aí reside o pilar do desenvolvimento
sustentado.
Medidas propostas:
- Elaborar
um plano municipal para defesa e valorização do património;
- Inventariar
e classificar o património cultural (material e imaterial) e o património
arquitetónico do concelho;
- Elaborar
uma agenda cultural concelhia, concertada e negociada com as associações e
grupos locais;
- Apoiar
atividades de associações e outras coletividades (bandas musicais, ranchos
folclóricos, grupos de teatro, grupos corais, etc.);
- Elaborar
planos de salvaguarda de aglomerados culturais de interesse;
- Criar
roteiros do património e sua sinalização;
- Projetar
o espaço “Museu da Água”, associado ao Rio Homem, a fim de ilustrar e
valorizar a importância do rio nas tradições locais e no património
etnográfico do concelho;
- Transformar
o “Centro Cultural de Terras de Bouro” numa Casa da Cultura, ou seja, num espaço
multidisciplinar, onde estariam inseridos espaços para eventos culturais, uma
biblioteca/centro de recursos, etc.;
- Elaborar
um Plano Integrado de Dinamização dos Museus do Concelho;
- Dinamizar
um Festival de Folclore, culturas e tradições;
- Dinamizar
um Festival de Filmes de Montanha e, conjuntamente, uma exposição/concurso
de fotos de montanha;
- Dinamizar
uma Feira Romana, na sede do concelho, a coincidir com o dia do município;
- Dinamizar
a Festa do “caldo no pote”, anualmente, na altura do São Martinho. Este
evento envolverá todas as freguesias.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
DOSSIER "SAÚDE"
O Estado deve assegurar o
direito à proteção da saúde, através do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Compete ao município “monitorizar” esta obrigação do Estado e garantir, em
cooperação com o SNS, um serviço adequado às necessidades dos utentes.
Neste âmbito, aquilo de que
dispomos hoje no nosso concelho é claramente deficitário, em termos de:
Infraestruturas:
- Centro
de Saúde (CS) de Terras de Bouro – condições precárias, há 2 anos em obras
de remodelação, atualmente paradas;
- CS
Rio Caldo – espaço exíguo e a carecer de algumas obras;
Médicos:
- 2
médicos de família com a
especialidade de Medicina Geral e Familiar (do quadro);
- 1
médico sem especialidade (contratado até final do ano);
Enfermeiros:
- 5
enfermeiras, na Unidade de Cuidados de Saúde;
- 5 enfermeiras, na Unidade de
Cuidados na Comunidade;
Na situação atual, pelo
menos 50% dos utentes do SNS de Terras de Bouro não tem médico de família.
Necessidades:
- Abertura
urgente das instalações remodeladas do CS de Terras de Bouro;
- Pequenas
obras de remodelação no CS de Rio Caldo;
- 5
médicos de família com especialidade (do quadro) para dar resposta a todos
os utentes;
- Adequar
os serviços de enfermagem, com reforço da equipe na Unidade de Cuidados de
Saúde, no CS Terras de Bouro e no CS Rio Caldo;
- Unidade
móvel de saúde, para apoio domiciliário a população com necessidades
especiais;
Os
Idosos e pessoas com necessidades especiais
As alterações demográficas
do último século, que se traduziram na modificação e, por vezes, inversão das
pirâmides etárias, refletindo o envelhecimento da população, vieram colocar aos
governos, às famílias e à sociedade em geral, desafios para os quais não
estavam preparados.
Envelhecer com saúde,
autonomia e independência constitui, hoje, um desafio à responsabilidade
(individual e coletiva), da qual o poder autárquico não pode alhear-se.
Propomo-nos, em estreita
colaboração com outras entidades competentes, a:
1.
Prestar apoio médico aos lares e centros de
dia;
2. Fazer o levantamento dos principais
problemas de saúde e respetivas causas, numa perspetiva de medicina preventiva;
3. Identificar, apoiar e/ou encaminhar para as
entidades competentes casos de pessoas idosas em situação económico-social
desfavorecida e com problemas de saúde (doenças crónicas, invalidez,
deficiência, ausência de cuidados básicos de saúde, risco de isolamento,
desajustamento social ou familiar…);
4.
Adequar
os cuidados às necessidades das pessoas idosas:
·
Programar,
organizar e prestar cuidados ao domicílio (unidade móvel de saúde),
·
Produzir
e difundir materiais pela população em geral e grupos vulneráveis,
·
Melhorar
a informação e sensibilização para questões relacionadas com a saúde e seus
determinantes,
·
Garantir
condições de acesso à informação no domicílio, para que os indivíduos sejam
capazes de obter, interpretar, perceber e executar serviços básicos;
5.
Promover
o envelhecimento ativo (saúde física, mental e bem-estar psicológico), através
de ações orientadas para:
·
Atividade
física adequada e regular (acompanhada por profissionais de educação física,
fisioterapeutas, massagistas, etc.),
·
Acompanhamento
psicológico,
·
Formação
sobre nutrição, hidratação, alimentação e eliminação (nutricionista),
·
Informação
sobre as doenças (diabetes, cardiovasculares, etc.),
·
Identificação
e eliminação de barreiras arquitetónicas,
·
Disponibilização
de infraestruturas, serviços e bens essenciais (construção/melhoramento de
acessos, apoio ao domicílio, rede móvel integrada, etc.);
6.
Organizar,
coordenar e desenvolver atividades de animação sociocultural, para prevenir
situações de isolamento social (saberes e mitos, artesanato, culinária, rendas,
costura, pintura…);
7.
Desenvolver
projetos de voluntariado.
sábado, 7 de setembro de 2013
DOSSIER "EDUCAÇÃO"
Educação. Formação. Investigação.
Fazemos uma aposta inequívoca na valorização das
pessoas numa perspetiva de aprendizagem e educação ao longo da vida, como exige
a estruturação de uma cidadania com valores, inovadora, livre e democrata.
Conscientes da situação económica e social do nosso
concelho e do país, procuraremos, também nesta área, racionalizar recursos,
trabalhando em parceria com entidades públicas e privadas, cabendo
essencialmente à autarquia a criação de condições para que os nossos jovens, adultos
e seniores possam usufruir de um sistema de qualificação e ensino de qualidade
que desenvolva capacidades, promova oportunidades e valorize o mérito.
Medidas propostas:
· Colaborar com o Agrupamento de
Escolas de Terras de Bouro (EB 2,3/S Padre Martins Capela e EB2,3/S de Rio
Caldo) no sentido de aproximar os currículos nacionais ao contexto do nosso
concelho e às necessidades dos nossos alunos (privilegiando áreas como o
Turismo, a Hotelaria, a Cozinha, o Artesanato, Agropecuária, etc.),
designadamente através da implementação de:
o
Cursos vocacionais no ensino básico;
o
Cursos profissionais [no ensino
secundário] vocacionados para a qualificação profissional dos alunos e a sua
inserção no mundo do trabalho;
o
Cursos de Educação Formação (CEF);
·
Criar, em parceria com o Agrupamento
de Escolas de Terras de Bouro, associações culturais e empresariais locais
e regionais, um centro de formação e apoio à inserção no mundo do trabalho,
privilegiando as áreas das línguas, as Tecnologias de Informação e Comunicação,
o apoio à criação de pequenas empresas e desenvolvimento de projetos, a
transmissão de “saberes e fazeres” tradicionais da cultura local;
·
Promover, através de parcerias com
academias e escolas existentes na região, a implementação de uma escola de
expressões artísticas (música, pintura, escultura, dança… onde seja possível as
crianças e os jovens frequentarem o ensino articulado de música);
· Melhorar a resposta no âmbito das
atividades extracurriculares (apoio ao estudo, terapia da fala, desportos
náuticos e desportos de montanha);
·
Redefinir a política de apoios da
ação social escolar;
·
Promover a criação de uma
Universidade Sénior/ Escola Sénior;
·
Requalificar “antigas” escolas do
primeiro ciclo em centros culturais-comunitários;
·
Apoiar e estimular projetos de
investigação relacionados com o nosso concelho de universidades portuguesas e
estrangeiras;
·
Apoiar e estimular o acréscimo de
uma dimensão europeia e internacional em projetos escolares e culturais numa
perspetiva intercultural;
·
Regulamentar prémios de mérito para
estudantes do ensino básico, secundário e superior;
·
Assegurar serviço público de
transporte, de e para Braga, por forma a garantir que os estudantes possam
deslocar-se todos os dias.
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